Frustação projetada no outro

59a8c2b302a4bd3dbfd1b56798030a59.jpg“Eu era muito jovem e não sabia como lidar com isso”, foi o que ouvi recentemente de alguém que não sabia lidar com suas próprias frustrações.

A não compreensão de si mesmo(a), nos leva a fazer escolhas que, sem perceber, prejudica a nós mesmos. Mas até nos darmos conta de como estamos nos afligindo, também machucamos o outro com nossas escolhas não avaliadas, não ponderadas, egocêntricas.

Fazemos isso por medo, baixa autoestima, insegurança… os motivos são vários. Podemos citar até o sadismo, a perversidade, a própria maldade isenta de culpa. O difícil é nos darmos conta de todos esses fatores que nos permeiam, pois não aceitamos olhar para a nossa fragilidade, seja por vaidade ou para não ferir nosso ego. Preferimos guardar a sete chaves todos os nossos defeitos, anseios e excessos. Preferimos esconder até de nós mesmos.

E a partir daí sufocamos nosso Ser, nossos limites emocionais, engolimos nossas frustrações e nos forçamos a ser impetuosos, nos enganando com nossa prepotência e arrogância de achar que nada (absolutamente nada) nos atinge. O resultado disso é manifestado no corpo (não dá pra simplesmente esconder, nosso corpo demonstra o que não está resolvido).

Todos nós construímos expectativas sobre tudo (a vida, o outro, o trabalho, etc). Quando a expectativa que criamos extrapola o limite pessoal de tolerância a frustração, há um desequilíbrio, causando sofrimento, angústia, raiva, amargura… e por aí vai! Adoecemos!

E nesse caminho, também adoecemos o outro com nossas frustrações projetadas em palavras, em gestos, em olhares, em silêncio, em rejeição… somos tomados pela não tolerância, por insegurança, por medo e não admitimos que o outro esteja à nossa frente (em algo que não conseguimos alcançar – em algo que nos frustramos).

É preciso se reconhecer e aceitar que algo nos incomoda, aceitar que nem sempre conseguiremos e que isso não significa fracasso. É preciso reconhecer nosso modo de funcionar para não atingirmos o outro com nossas angústias e anseios. O outro não é responsável pelo que você sente, só você é! Reveja sua autoestima, sofremos por aquilo que nos permitimos sofrer.

Suzanne Leal
@amplapsicologia
Fb.com/amplapsicologia
http://amplapsi.com

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