Solidão Materna

Quem (de verdade) escuta a mãe?

Ter filhos parece ser algo tão comum na nossa sociedade.

Mas quem, de fato, entende a maternidade em seu real sentido? As dificuldades, as privações? Poucas pessoas realmente entendem! E quando não entendem, julgam e criticam como se fossem donos da verdade. De uma verdade que não é minha, não é sua, é única e exclusiva de cada mãe, pois maternidade não é fórmula, não é receita, é uma descoberta única que cada mãe vivencia, individualmente, pois todos os filhos são diferentes e cada mulher vivencia ao seu modo.

O fato é que o mundo não está preparado para lidar com os sentimentos (reais) das mães. Por isso, muitas se fecham, se reprimem, fingem viver o tão maravilhoso e romantizado paraíso das propagandas.
Na internet, só aparecem mães felizes, lindas e bem cuidadas. Um sentimento de culpa e angústia invade a maioria das mães, de querer ser como a mãe da foto. Sendo um alvo tão imenso, muitas fingem ser essa mãe…

E nessa repressão de sentimentos, a solidão materna é tão óbvia e tão forte que muitas mães adoecem. Junto a isso, vem um turbilhão de hormônios, a privação de sono, os cuidados diários com o filho (sem folga)… a lista é grande!

Muitos julgamentos infundados (pior, vindo de outras mães), falta de apoio do parceiro (por isso muitos relacionamentos terminam após o nascimento do filho), a falta de compreensão da família, dos amigos… tudo isso acarreta o caminho escuro da solidão.

Daí vem a Depressão! Ela chega devagar e vai ficando… em meio a um mundo que não te respeita como mãe, nem suas escolhas, em meio ao outro que te critica mais do que apóia (acredite, você receberá muito mais críticas do que apoio, ninguém te pergunta o que você realmente precisa).

A solidão materna está estampada no rosto da maioria das mães, você não vê? O quê está faltando para que possamos respeitá-las? Sem críticas e julgamentos.

Meu respeito a todas as mães! Não existe receita! O que ensinam por aí, o que tem nos livros quase nunca funciona…

Tudo é processo, é aprendizado. E no dia a dia, cada mãe vai descobrindo o que é melhor para si e para seu filho (não você que está de fora).

Suzanne Leal

Imagens: PixaBay

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