Suicídio Indireto no Cotidiano Social

Ao estudar o comportamento suicida, vemos nas páginas das literaturas duas macro formas desse danoso fenômeno social se manifestar, a saber: suicídio direto ou deliberação ao ato de provocar a própria morte e suicídio indireto ou inconsciente.

Ao referir a palavra suicídio, pensamos em alguém que tira sua própria vida por meios variados dos quais sabemos bem quais são por ser amplamente difundidos (muitas das vezes de forma inadequada), porém, esses meios são exemplos dos chamados suicídio direto, no entanto, existe outra forma do suicídio se manifestar, que é o suicídio indireto (inconsciente) expressado em comportamentos  pelas pessoas que detém um estilo de vida nada saudável ou a partir de atitudes negligentes ou imprudentes, ou seja, atitudes que levam ao comportamento autodestrutivo.

Alguns exemplos mencionarei aqui. O abuso de drogas sejam elas licitas ou ilícitas; a promiscuidade sexual; comer o que lhe faz mal tendo em vista um quadro de doença preexistente; não comer ou comer o que não é rico em nutrientes para o organismo.  Esses são alguns exemplos de comportamentos que podem favorecer o encurtamento da vida ao longo prazo.

Outros exemplos são de pessoas que ao se comportar de tal forma podem levar à sua morte travestida de acidente. Um condutor de um veículo que trafega à 100 km/h numa via que só permite até 60 km/h; alguém que trabalha em locais altos e que insistem em fazer o trabalho sem equipamento de segurança; um agente  da segurança pública que não toma os devidos cuidados protocolares de integridade física.

Todos esses exemplos acima, elucidam maneiras indiretas de dizer “não à vida”, todavia, mortes decorrentes dessas várias situações, não entram nas estatísticas do suicídio. O suicídio é um fenômeno social que merece ser debatido tanto a partir das formas preventivas já conhecidas para o suicídio direto, como a prevenção do suicídio indireto, por meio de políticas públicas e pela consciência do próprio indivíduo do seu comportamento lesivo e mortal à si mesmo.

A pessoa que por meio de comportamentos demonstra maneiras indiretas de suicídio, também precisa de ajuda.


Por Genilson Santos (acadêmico do último período de Psicologia pelo Centro Universitário Tiradentes – UNIT; capacitado em prevenção e posvencão do suicídio pelo Centro de promoção da saúde, educação e amor à vida – CAVIDA; palestrante de temáticas relacionadas à saúde mental).
Contatos: Whatsapp (82) 98701-9453

Instagram https://www.instagram.com/genilsonpsicologia

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